outubro

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Eficiência Energética e a Indústria

Eficiência energética é otimização das opções no âmbito da seleção das formas de energia, e é racionalização do seu consumo, ou seja, a procura permanente da minimização das suas perdas nos processos e nas atividades. A eficiência energética não deveria ser imposição de tetos ao consumo de energia em termos absolutos como têm sido desenhados alguns dos objetivos europeus e também nacionais.

A EE como otimização do uso de recursos é uma das condições necessárias à competitividade da indústria, sendo que usar melhor os recursos sempre foi e sempre terá de ser o objetivo da indústria.

Deste modo, o indicador da redução efetiva do consumo em 30% é uma medica penalizadora para as indústrias extrativa e transformadora, uma vez que penaliza o crescimento destas, pois este requer significativas necessidades energéticas, colocando grandes pressões no sentido do seu aumento.

 

Segundo António Saraiva, Presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, “os efeitos da crise não poderão ser permanentes, e o País tem o direito legítimo de aspirar e de trabalhar para aceder a níveis de atividade económica mais elevados, mesmo que, por esse facto, advenham acréscimos nos seus consumos energéticos”.

Este objetivo de redução absoluta de consumos energéticos não deveria ser, em si mesmo, vinculativo no geral e, de modo algum, aplicável à atividade industrial.

Prova desta visão foi a perda registada do peso do VAB das indústrias transformadoras face ao VAB total das empresas entre 1990 (era de 41%) e 2015, onde significou 24% do total e, ainda, alguma quebra objetiva do VAB deste grupo de indústrias entre 2005 e 2015, certamente devido à crise económica e financeira que ocorreu neste período.

 

Por outro lado, o consumo energético total das indústrias extrativa e transformadora, entre 2005 e 2015, desceu de um valor de cerca de 5.500.000 tep para menos de 4.400.000 tep, mostrando uma progressão claramente positiva do indicador de eficiência energética medida pelo consumo de energia por unidade de VAB (23% em 2005 para 24% em 2015).

Um fator que contribuiu para esta melhoria foi a grande alteração qualitativa no “mix” energético da indústria entre 1990 e 2015:

 

Tabela 1 – Evolução dos consumos energéticos por parte da indústria extrativa e transformadora (fonte DGEG)

 

Portanto, a intensidade energética da indústria medida em unidades de consumo de energia por unidade de VAB e o peso das renováveis nas formas de energia nela consumidas evoluiu consideravelmente e de modo positivo, qualquer que seja o período considerado.

No entanto, o contributo das indústrias transformadoras para o VAB das empresas mantém-se baixo, inferior a 25% do total e, também como reflexo da crise, o seu valor absoluto ainda não atingiu o que se verificou em 2005, a preços constantes.

 

Assim sendo, a melhoria da eficiência energética na indústria é fundamental para o seu crescimento. Neste sentido, a ccenergia, ao longo de mais de uma década, tem entregue economias de energia globais superiores a 11%, propondo soluções de engenharia energética, focando-se nas tecnologias com maior potencial de economia VS retorno de investimento atrativo, procurando soluções de financiamento para tornar o investimento mais rentável.

Deste modo a ccenergia compromete-se em ser uma empresa que oferece serviços de excelência na área da eficiência energética, mantendo-se na vanguarda tecnológica do setor, através de da isenção tecnológica, promoção da sustentabilidade económica associada à minimização do consumo de recursos, entregando de soluções inovadoras e tecnicamente excelentes, com foco nas necessidades dos seus Clientes.

 

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